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Psiquiatria
“Há um interesse crescente no estudo do comportamento violento de adolescentes dentro do ambiente escolar. Esse tipo violência pode levar a graves consequências psicológicas e ajustes emocionais desregulados nas pessoas envolvidas nesse tipo de ato”, diz David Ruiz, da Universidade de Pablo de Olavide (UPO), Espannha.
O estudo, publicado recentemente no periódico científico Psicothema, tenta entender como os jovens que procuram por uma “boa reputação”, ou seja, a identidade social que os proporciona fazer parte e serem respeitados por um grupo, fazem uso da violência como ferramenta para atingir esse objetivo.
Estudos anteriores já haviam mostrado que alguns adolescentes que eram populares entre seus pares usavam a “violência interelacional” para manter ou melhorar suas reputações. “Ter uma boa auto-estima é um fator chave, pois isso é importante para inibir os atos violentos – tanto ser vítima quanto algoz – entre os colegas de escola”, afirma Ruiz.
O estudo de Ruiz acompanhou mais de 1.300 adolescentes, e mostrou que os jovens que têm seus status questionados ou são rejeitados socialmente pelos colegas de classe, ou mesmo aqueles que não se propõem a intimidar outros alunos, sofrem de grande sentimentos de solidão, baixa auto-estima e menores níveis de satisfação com suas vidas.
Violência relacional é coisa de menina também
Apesar dos resultados dos estudos desse tipo de violência e a relação entre gênero serem contraditórias, as conclusões dos pesquisadores da UPO mostraram que os adolescentes do sexo masculino usam mais da violência interelacional.
Mas quando esse tipo de comportamento violento é usado como resposta defensiva a uma provocação, tanto homens quanto mulheres mostraram resultados similares. “É possível que estes comportamentos sejam mais verbais nas mulheres e mais físicos nos homens”, observa Cristiano Nabuco de Abreu, psicólogo do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP.
A violência interelacional é o tipo de comport...

