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Estudando sobre o glaucoma
23/07/2009
Glaucoma: um novo entendimento
Especialistas afirmam similaridade com outras doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson
O Glaucoma é uma patologia crônica com inúmeras implicações à saúde humana. Suas variações correspondem a segunda causa de cegueira no mundo. Só nos Estados Unidos, estima-se um aumento significativo do número de novos casos, sobretudo devido ao aumento da expectativa de vida populacional (ALLOUCH et al., 2003; QUIGLEY, 1996).
Dessa maneira, estudos que permitam a atualização sobre o entendimento da doença são válidos e desejados. O Glaucoma foi definido, inicialmente, como sendo uma elevada pressão dentro do olho, ocasionando a perda da visão (AYYALA, 2000).
Por muito tempo, os especialistas sabiam que havia falhas nessa definição. O que levou os cientistas a cogitarem sobre a falha dessa definição foi que muitas pessoas que apresentavam alta pressão intra-ocular nunca desenvolveram a doença, além do fato de que uma entre três pessoas que desenvolveram a doença não apresentavam pressão elevada no olho (JARET, 2009).
Enquanto os pesquisadores tentavam resolver tais contradições, surgiu um novo paradigma para compreender o Glaucoma. Este não é simplesmente uma doença do olho, conforme afirmam, na atualidade, os especialistas na área; o Glaucoma é uma doença degenerativa, assim como o Alzheimer e a doença de Parkinson. Nesse contexto, o presente estudo visa fornecer subsídios para um novo entendimento da doença, possibilitando aos profissionais envolvidos uma necessária atualização de conceitos. Os dados aqui apresentados são recentes, baseados no artigo de Jaret (2009), veiculado no suplemento de saúde do New York Times desse mês. Mudanças na definição
Mesmo a definição oficial do Glaucoma, doença que responde por mais de oito milhões de casos de cegueira em todo o mundo, mudou. Atualmente, o diagnóstico é baseado em apenas dois fatores: danos visíveis ao nervo óptico, que vai da retina até a ligação entre o olho e o cérebro; e a perda da visão periférica, que pode ser medida por um simples teste no consultório médico.
“A pressão intra-ocular ainda não foi encontrada na definição, o que indica o quanto esse campo tem mudado”, diz Dr. Stuart McKinnon, professor associado de oftalmologia e neurobiologia da Duke University School of Medicine. Os pesquisadores ainda consideram a alta pressão dentro do olho como um fator de risco para o G...

