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Estudando a percepção do tempo Corumbá, Mato Grosso do Sul

Entenda a relação da percepção do tempo com a memória. "A sensação do tempo passando pode ser muito distinta, dependendo do que você pensa e como pensa", cita o autor. Conheça as teorias sobre o assunto.

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Estudando a percepção do tempo

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19/01/2010

Forma como percebemos o tempo depende da memória, diz estudo

Na verdade, os cientistas não têm certeza de como o cérebro acompanha o tempo

Aquela velha pergunta alarmante da manhã seguinte à virada do ano ("Ai, o que foi que eu fiz ontem à noite?") – pode até parecer agradável em comparação àquela que pode vir em seguida, "Ai, o que exatamente eu fiz com o ano passado?" Ou: "Espere um minuto – por acaso uma década acabou de passar?"

Sim. Em algum ponto entre a trigonometria e a colonoscopia, alguém deve ter pressionado o botão de avançar. O tempo pode marchar, caminhar, voar ou engatinhar, mas no início de janeiro sempre parece que ele relampejou como um convidado bravo para o jantar, deixando conversas inacabadas, relacionamentos ainda travados, maus hábitos ainda vivos, metas inalcançadas.

"Acho que, para muitas pessoas, nós pensamos em nossos objetivos, e se nada de mais aconteceu com eles, então de repente parece que foi ontem que os definimos", disse Gal Zauberman, professor-associado de marketing da Wharton School of Business.

Porém, a sensação do tempo passando pode ser muito distinta, segundo Zauberman, "dependendo do que você pensa e como pensa".

Na verdade, os cientistas não têm certeza de como o cérebro acompanha o tempo. Uma teoria afirma que ele tem um grupo de células especializadas em contar intervalos de tempo; outra diz que uma ampla gama de processos neurais age como um relógio interno.

De qualquer forma, segundo estudos, este marcapasso biológico não possui um grande alcance de intervalos longos. O tempo não parece desacelerar com um gotejar numa tarde vazia e acelerar quando o cérebro está envolvido em pensamentos desafiadores. Estimulantes, incluindo a cafeína, tendem a fazer pessoas sentirem que o tempo está passando mais rápido; trabalhos complexos, como calcular seus impostos, podem parecer se arrastar por mais tempo do que realmente tomam.

E acontecimentos emocionais – uma separação, uma promoção, uma viagem para fora do país – tendem a ser percebidos como mais recentes do que na realidade, em meses ou até anos.

Para resumir, segundo alguns psicólogos, as descobertas sustentam a observação do filósofo Martin Heidegger, de que o tempo "persiste meramente como uma consequência dos eventos ocorrendo dentro dele".
Agora, pesquisadores acreditam que o contrário também pode ser verdade: se muito poucos eventos vêm à mente, a percepção do tempo não persiste; o cérebro encurta o intervalo que passou.

Num estudo publicado na ediç&a...

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