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Estudando a gestão de risco hospitalar Poços de Caldas, Minas Gerais

Analise a responsabilidade corporativa dos gestores em relação à segurança do paciente. O médico Antonio Quinto Neto disserta sobre o gerenciamento de riscos hospitalares. Ele argumenta sobre a separação entre negócio e cuidados do paciente.

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10/09/2009

A Responsabilidade Corporativa dos Gestores em Relação à Segurança do Paciente

Importante artigo do Dr. Antonio Quinto Neto

Resumo

A segurança do paciente é, na atualidade, uma questão de grande interesse para os gestores públicos e privados, para os operadores de planos de saúde, médicos, enfermeiros, demais profissionais de saúde, clientes/pacientes e público em geral. A maioria dos gestores de organizações de saúde se sente inseguro em assumir explicitamente a responsabilidade pela segurança e qualidade assistencial. Este artigo discorre sobre a atual relevância da segurança do paciente para os gestores e o papel fundamental que podem desempenhar no sentido de tornarem as instituições de saúde mais seguras e menos arriscadas.   Palavras-chave: Administração hospitalar; gerenciamento de riscos; efeitos adversos; gestão da qualidade.     Como a segurança da assistência aos pacientes nas organizações de saúde parece tão óbvia, tem-se a falsa impressão que se trata de um assunto banal. Entretanto, quando são noticiados os incidentes médico-assistenciais – cirurgia em parte errada do corpo, cirurgia em paciente errado, procedimento errado, superdosagem de medicação, queda, aquisição de uma doença infecciosa durante uma internação hospitalar (ex. hepatite, AIDS), transfusão sanguínea incompatível, etc. -, a primeira reação, como regra, é de espanto e perplexidade. Habitualmente despontam dois posicionamentos extremos: pacientes e familiares inclinados ao litígio, em contraposição aos profissionais de saúde e gestores que procuram caracterizar esses eventos como uma fatalidade inerente à prática assistencial. De fato, essa explicação dos profissionais de saúde e gestores se justificava convincentemente quando prevalecia a medicina intuitiva (1) - tratamento de enfermidades que só podem ser diagnosticadas por seus sintomas e tratadas com terapias de eficácia incerta -, onde os médicos se constituíam nos personagens exclusivos do êxito e do fracasso. No entanto, à medida que se ampliou o espaço para a prática da medicina de precisão (1) – tratamento de doenças que podem ser diagnosticadas de maneira precisa, cujas causas são conhecidas e que, por conseguinte, podem ser tratadas com terapias baseadas em regras previsivelmente eficazes -, o argumento do “risco inerente” perdeu a força da racionalidade técnica que encerrava, e se tornou um mecanismo de auto proteção dos médicos e gestores.   Nas &ua...

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