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Entenda os meios de tratamento da aterosclerose Delmiro Gouveia AL

Conheça um estudo detalhado sobre o tratamento da aterosclerose. Carlos Fioravanti descreve a evolução da medicina na intervenção de doenças cardiovasculares. "A aterosclerose é uma doença inflamatória. Por causa das altas concentrações do LDL, o processo de aterogênese tem sido considerado como resultado do acúmulo de lipídios na parede das artérias, porém é muito mais que isso", Fioravanti cita o médico patologista Russell Ross.

Humberto da Costa Bezerra Filho
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Entenda os meios de tratamento da aterosclerose

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16/03/2009

Fluxo livre

Vista como inflamação, aterosclerose ganha novas possibilidades de tratamento

Durante décadas a aterosclerose era definida como o acúmulo gradativo de gorduras nas paredes das artérias. Um tipo de gordura, a lipoproteína de baixa densidade (LDL), ganhou fama como colesterol ruim e responsável por esse mecanismo que pode levar a infartos e doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo. Nos últimos anos as explicações ganharam refinamentos e a aterosclerose começou a ser vista como um processo inflamatório crônico, que alimenta e é alimentado pela deposição de gorduras nas paredes das artérias. Essa abordagem frutifica agora no Brasil na forma de três novas possibilidades de tratamento que apresentaram resultados positivos nos testes preliminares realizados em animais. 

A que se encontra mais avançada foi desenvolvida no Instituto do Coração (InCor), ligado à Universidade de São Paulo (USP), e consiste de medicamentos antitumorais que devem funcionar também contra processos inflamatórios, podendo começar a ser testada em seres humanos ainda este ano. Outro tratamento experimental, nessa mesma abordagem – a aterosclerose vista como inflamação –, emerge de pesquisas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que mostraram resultados promissores a ponto de atrair uma empresa farmacêutica nacional, interessada em participar dos testes, cercados por sigilo contratual. A terceira possibilidade, também do InCor, adota o pressuposto de que a aterosclerose poderia ser gerada ou agravada por grupos de microrganismos, com a participação das arqueas, representantes das primeiras linhagens de microrganismos a surgir na Terra. Essa perspectiva embasou o uso experimental de uma enzima do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, para eliminar bactérias e arqueas encontradas nas placas de gordura que bloqueiam a circulação do sangue.

À medida que amadurecerem, essas alternativas poderão complementar o tratamento atualmente mais adotado, à base de medicamentos conhecidos como estatinas, que reduzem a quantidade de colesterol e podem ter um efeito extra, ajudando a controlar inflamações, de acordo com estudos recentes. Novos tratamentos poderão também deter o impacto da aterosclerose, que pode levar a doenças cardiovasculares, a primeira causa de mortes no mundo, principalmente quando associada à hipertensão arterial e ao tabagismo. As placas de gordura com células sanguíneas mortas que se depositam lentamente nas paredes das artérias podem obstruir a passagem do sangue que distribui oxigênio às c&eac...

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