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Entenda as causas do zumbido
Os inúmeros compromissos da agitada vida moderna, as pressões profissionais por metas a serem alcançadas e as crescentes dificuldades de relacionamento familiar ou profissional reforçam ainda mais o estresse - mal que está cada dia mais presente na vida de todos. Nessa época, com a chegada das festas de final de ano, com fechamentos e planejamentos orçamentários e novos planos pela frente, o problema costuma se agravar. O estresse é capaz de afetar o equilíbrio interno e causar doenças já conhecidas, como a gastrite, o infarto e o derrame. Porém, outro sintoma tem se tornado freqüente: o Zumbido. Esse vilão, que acomete 15% da população mundial e 28 milhões de brasileiros, prejudica a qualidade de vida dos portadores, porque provoca insônia crônica, alteração de concentração nas atividades diárias, depressão e restrição da vida social por causa da piora em ambientes barulhentos. É importante, no entanto, diferenciar dois tipos de estresse: o 'estresse crônico', constante no dia-a-dia de maneira menos intensa (por exemplo, problemas conjugais e financeiros) e o 'estresse agudo', provocado por reações traumáticas, porém passageiras (por exemplo, vésperas de concurso, morte de pessoas queridas). Nesse caso, quanto mais pontual for a causa e menor o tempo de existência, maior a chance de controlar o estresse e o zumbido. Crianças também sofrem com o estresse, seja por falta de afeto, ausência dos pais ou agenda cheia de compromissos. Segundo estudo de 2005, cerca de 19% das crianças de 5 a 12 anos também têm zumbido, o que mostra que esse sintoma não é exclusivo dos adultos. Nessa faixa de idade, além do estresse, o zumbido pode ser provocado por erros alimentares e por excesso de ruído. Inimigo dos dois sintomas As causas emocionais têm se agravado a cada dia, e o estresse contribui de maneira significativa. Segundo a Dra. Tanit Ganz Sanchez, otorrinolaringologista especialista em zumbido e pioneira nas pesquisas sobre o assunto no Brasil, os próprios pacientes, muitas vezes, chegam ao consultório e já descrevem o zumbido como conseqüência das dificuldades pelas quais estão passando. A própria Dra. Tanit entende perfeitamente o lado emocional do sintoma porque já o vivenciou na pele, ou melhor, nos ouvidos. Em 1999, quando já se dedicava ao assunto há 5 anos, teve Zumbido após a perda de um familiar. "Ele só desapareceu completamente depois que eu me dei o direito de vivenciar o luto e de ter aceitado esta perda", diz ela. Este tipo de Zumb...
13/12/2009
Zumbido e estresse
Dois males que podem estar associados

