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Entenda a relação do emagrecimento com a osteoporose Anápolis, Goiás

"Adolescentes que se submetem a rígidas dietas correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos", alerta o autor. Ele explica a relação das dietas para emagrecer com a predisposição a osteoporose. Entenda o desenvolvimento ósseo.

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Entenda a relação do emagrecimento com a osteoporose

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07/01/2010

Meninas que emagrecem demais podem ter osteoporose, diz estudo

Essa pesquisa ressaltou o papel que desempenha a gordura no desenvolvimento dos ossos

As adolescentes que se submetem a rígidas dietas correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos, como a osteoporose, indica um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Bristol (sudoeste inglês).

A pesquisa realizada por um grupo de especialistas da universidade, divulgada hoje pelo jornal britânico "The Times", destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das meninas.

Para tirar suas conclusões, os especialistas se concentraram em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner com as quais calcularam a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham.

Com essa pesquisa, o grupo de pesquisa "Children of the 90s Project" constatou ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.

Apesar de que já se sabia que a quantidade de músculos de um corpo tem relação com o crescimento ósseo de uma pessoa, essa pesquisa ressaltou o papel que desempenha a gordura no desenvolvimento dos ossos.

Por exemplo, nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circunferência da tíbia.

Portanto, embora as mulheres tendam a apresentar níveis de gordura superiores aos dos homens, mesmo que elas se mantenham em um peso considerado normal, essa descoberta indica que a gordura exerce um papel importante no desenvolvimento do osso feminino.
Modelos

Outro estudo elaborado pela Unidade de Pesquisa de Desequilíbrios Alimentares da King's College de Londres descobriu que as frequentes imagens de modelos que aparecem na mídia, cantoras e atrizes de aparência esquelética têm muito a ver com o alarmante crescimento desse tipo de transtorno.

Além disso, 25 diferentes estudos mencionados pelo jornal disseram que o efeito dessas imagens é maior nos adolescentes.

Até o momento, as pesquisas tinham se concentrado na quantidade de músculo como um dos grandes formadores de massa óssea ao longo da vida.

O desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrem até três vezes mais fratura de quadril do que os homens.

O professor Jon Tobias, que comandou a pesquisa, adverte ao jornal que a redução excessiva de gordura corporal poderia ter efeitos adversos nos ossos em desenvolvimento e causar problemas de saúde a longo prazo.


Autor: Imprensa
Fonte: EFE


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