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O estatus marital é algo que pode fazer a diferença em como os indivíduos lidam com a saúde e também em como lidar com uma nova situação econômica após um dos parceiros passar por um episódio onde haja comprometimento das funções motoras. Um estudo feito pela Universidade de British Columbia, Canadá, mostrou que entre os casais há sempre um indivíduo com maiores vencimentos ou “melhores-remunerados” (na maioria das vezes os maridos, mas não é regra geral) que compensam os “piores-remunerados” (normalmente as esposas, apontam os pesquisadores). Em compensação, caso haja uma crise de saúde abrupta, esses “piores-remunerados” tendem a promover um maior cuidado nos períodos de necessidade do casal.

O estudo, feito por Giovanni Gallipoli e Laura Turner, examinaram os dados de uma pesquisa econômica ampla feita pelo governo canadense. Eles descobriram que esse tipo de padrão de relacionamento garante uma espécie de “seguro”, um importante mecanismo onde os períodos de doença podem ser superados e garantem que o “melhor-remunerado” se recupere melhor e mais rapidamente.

Outro dado interessante, encontrado pelos pesquisadores foi que quanto maior o risco de saúde do cônjuge “melhor-remunerado” maiores os obstáculos impostos por esses na hora de uma separação. Em compensação, quanto menor o risco de enfrentar uma crise de saúde mais esses casais são propensos a finalizar uma relação durante a “crise da meia idade”, quando o casamento assume um declínio a partir dos 40 anos.

Quanto mais velhos os casais, e mais próximo à aposentadoria, mais os homens valorizam suas relações maritais. O estudo fez parte de uma pesquisa na área de economia e sugere que as relações entre casais, envolvendo saúde e ganhos monetários com o trabalho podem ser vistos na forma de “bolsas de valores” com viés social e comportamental.


Autor: Imprensa
Fonte: O que eu tenho? com informações da University of British Columbia


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