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Conheça os estímulos do "hormônio da fome" Abreu e Lima, Pernambuco

Estudiosos constataram que a grelina, apelidada de "hornônio da fome", é responsável por estimular as pessoas a comerem mesmo depois de satisfeitas. Entenda como acontece o desequilíbrio desse hormônio. Confira os detalhes da pesquisa.

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Conheça os estímulos do "hormônio da fome"

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07/01/2010

Pesquisadores acham pistas sobre o que faz as pessoas comerem mesmo depois de satisfeitas

A nova pesquisa é do Centro Médico da Universidade do Texas

A premissa que a fome nos faz procurar por comida mais avidamente é lugar comum. Basta perguntar a qualquer pessoa que esteja com o estômago vazio em pé ao lado de um balcão de padaria esperando seu pedido ser atendido.

Pesquisas anteriores indicavam que o chamado “hormônio da fome”, a grelina, produzido quando o corpo está faminto, é o gatilho para esse comportamento. Entretanto, uma nova pesquisa com modelos animais do Centro Médico da Universidade do Texas sugere que a grelina também pode agir no cérebro de algumas pessoas fazendo com que o prazer de comer continue, mesmo que o estômago esteja cheio.

“Conseguimos demonstrar que pode haver algumas situações onde somos impulsionados a procurar e comer uma grande quantidade de comida”, diz Jeffrey Zigman, co-autor do estudo publicado no periódico Biological Psychiatry.

Pesquisadores já haviam associado o aumento dos níveis de grelina à intensificação do sentimento de prazer, em níveis similares aos sentidos por dependentes de cocaína e álcool. Zigman e sua equipe especulam que a grelina também pode intensificar determinados aspectos da sensação recompensadora da alimentação. Esse “sentimento recompensador”, explica o pesquisador, pode ser definido como algo que nos faz sentir bem após determinadas ações (entre elas, comer).

“É um sentimento ligado ao prazer sensorial e que nos motiva a continuar querendo cada vez mais algo, seja um objeto, um filme ou um alimento”, diz Zigman. “Esse tipo de sentimento nos ajuda a reorganizar nossas memórias, para que lembremos como repetir uma ação, por exemplo.”

Mario Perello, principal autor do estudo, diz que a ideia era determinar porque algumas pessoas que estão satisfeitas após um longo almoço continuam comendo ou desejando uma sobremesa altamente calórica.

Desequilíbrio do hormônio leva a escolhas mais calóricas

Para esse estudo específico os pesquisadores conduziram dois testes, com ratos. Humanos e ratos compartilham uma série de conexões neurais e hormônios, assim como as arquiteturas cerebrais dos “centros de prazer” de ambos também são bastante similares, explicam os pesquisadores.

No primeiro teste eles avaliaram porque ratos que já haviam comido o suficiente preferiam entrar em um segundo ambiente com alimentos altamente calóricos ao invés de optarem por um outro ambiente com uma ração normal. Eles descobriram que os ratos, nos...

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