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Colírios genéricos e de marca têm fórmulas diferentes Florianópolis, Santa Catarina

"Análise da bula de antiglaucomatosos aponta diferenças nos ingredientes excipientes que garantem a absorção dos medicamentos", destaca o autor. Ele descreve a constatação do oftalmologista Leôncio Queiroz Neto. Entenda sobre os princípios ativos das medicações usadas para o tratamento do glaucoma.

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Colírios genéricos e de marca têm fórmulas diferentes



02/03/2009

Colírios genéricos e de marca têm fórmulas diferentes

Análise da bula de antiglaucomatosos aponta diferenças nos ingredientes excipientes que garantem a absorção dos medicamentos

A legislação brasileira de medicamentos genéricos se baseia na norte-americana e é clara – só podem chegar ao mercado produtos que tenham a mesma equivalência farmacêutica (princípios ativos) e bioequivalência (absorção) que o medicamento referência de origem. Nos EUA a agência reguladora de medicamentos, FDA, não exige que os genéricos oftálmicos tenham os mesmos ingredientes excipientes que medicamento referência. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, significa que a absorção e conforto podem variar. No Brasil não é diferente. O mercado nacional de genéricos conta com colírios antiglaucomatosos produzidos a partir de 4 princípios ativos: Maleato de Timolol, Brimonidina, Betaxolol e Dorzolamida. Uma análise das bulas aponta que os ingredientes excipientes não são exatamente iguais aos dos colírios de marca. Não quer dizer, ressalta, que o efeito seja distinto. Ele diz que a experiência clínica aponta que o colírio genérico controla a pressão intra-ocular (PIO), principal alteração provocada pelo glaucoma, de forma semelhante ao medicamento de marca. Entretanto, a indústria de genéricos brasileira tem apenas 10 anos. Por isso, faltam parâmetros científicos de longo prazo para avaliar a eficácia e tolerância desses medicamentos que devem ser usados continuamente, do diagnóstico ao final da vida. Apesar das diferenças nos excipientes serem pequenas quem faz tratamento com genéricos, ressalta, não deve variar de marcas, como muitos pacientes fazem sem nem mesmo consultar o médico. Isso porque, podem ocorrer variações da PIO que acabam não sendo detectadas, o que contribui para a progressão do glaucoma. O grande problema destaca, é que a bioequivalência das medicações sistêmicas pode ser medida através de um simples exame de sangue, enquanto que nos olhos esta avaliação é mais complicada. Para ele, isso influencia o receituário no País. Outro fator é a redução de 35% da pressão intra-ocular proporcionada pelos análogos de prostaglandina, que só precisam ser instilados uma vez ao dia, mas por serem drogas inovadoras não têm genéricos no mercado.   Diagnóstico precoce evita cegueira   Queiroz Neto afirma que o glaucoma é a maior causa de cegueira definitiva. Atinge...

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