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De acordo com o ginecologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Almir Antônio Urbanetz, o herpes genital pode ocorrer e ser transmitidos por ambos os sexos. “O risco de transmissão anual do tipo 2 entre casais é de 16% do homem para a mulher e cerca de 6% da mulher para o homem”. Existe a transmissão não-sexual, mas é rara. Em gestantes, o risco de transmissão é maior: se a grávida adquirir o herpes genital próximo ao nascimento do bebê, existem 30% a 50% de chances de transmissão. “Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, deve informar ao médico de que é portadora do vírus do herpes genital, se pretende engravidar”, salienta.
Os sintomas levam algum tempo para ficarem visíveis e se manifestam em forma de pequenas bolhas localizadas nos órgãos genitais. Essas bolhas causam ardor, vermelhidão e coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida. Outros sintomas que também podem ocorrer são a meningite asséptica e problemas urinários.
A única forma de prevenção para o herpes genital é o uso de camisinha, pois a transmissão ocorre pelo contato com a lesão, explica Dr. Urbanetz. O tratamento para os dois tipos de herpes é feito com medicamentos via oral. “Não há tratamento para a cura da herpes, porém medicamentos antivirais podem diminuir e prevenir as erupções. Pacientes que apresentarem a doença seis vezes, ou mais, em um ano, devem fazer um tratamento supressivo, que adia e previne os surtos”, orienta.
Autor: Assessoria de Imprensa
Fonte: Expressa Comunicação

