Analise as teorias sobre as causas do autismo Florianópolis, Santa Catarina
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Analise as teorias sobre as causas do autismo
Dois cientistas, esboçando sobre seus próprios poderes de observação e uma leitura criativa de recentes descobertas genéticas, publicaram uma envolvente teoria de desenvolvimento cerebral que pode mudar a forma como são compreendidas as doenças mentais como autismo e esquizofrenia. A teoria surgiu em parte do pensamento sobre os eventos, aparte de mutações, que podem mudar o comportamento dos genes. E ela sugere caminhos inteiramente novos de pesquisa que, mesmo provando que a teoria é falha, provavelmente oferecerão novas percepções à biologia da doença mental.
15/11/2008
Genes dos pais estão competindo
Autismo e esquizofrenia podem ser causados pela "briga" genética
Em um tempo onde a busca pelas falhas genéticas responsáveis pelas doenças mentais se tornou atolada em descobertas incertas e complexas, a nova idéia presenteia a psiquiatria com talvez sua maior teoria de trabalho desde Freud, e uma que é fundamentada em trabalhos na vanguarda da ciência. Os dois pesquisadores – Bernard Crespi, biólogo da Universidade Simon Fraser no Canadá, e Christopher Badcock, sociólogo da Escola de Economia de Londres, ambos novatos no campo da genética comportamental – publicaram sua teoria numa série de recentes artigos de jornal.
“A realidade, e imagino que os dois autores concordariam, é que muitos dos detalhes de sua teoria estarão errados; e continua sendo, neste ponto, apenas uma teoria,” disse o Matthew Belmonte, neurocientista da Universidade Cornell. “Mas a idéia é plausível. E dá a pesquisadores uma ótima oportunidade para a geração de hipóteses, algo que, na minha opinião, pode abalar o campo no bom sentido.”
A idéia é, em linhas amplamente gerais, bastante direta. Crespi e Badcock propõem que um cabo-de-guerra entre genes dos espermas do pai e dos óvulos da mãe pode, efetivamente, desviar o desenvolvimento cerebral de uma ou duas maneiras. Uma forte propensão em direção ao pai empurra um cérebro em desenvolvimento ao longo do espectro autista, com fascinação por objetos, padrões, sistemas mecânicos, em detrimento do desenvolvimento social. Uma inclinação em direção à mãe move o cérebro em crescimento ao longo do que os cientistas chamam de espectro psicótico, com a hipersensibilidade ao humor, seja o próprio ou o dos outros. Isto, de acordo com a teoria, aumenta o risco de uma criança desenvolver esquizofrenia mais adiante, assim como problemas de humor como distúrbios bipolares e depressão.
Em resumo: o autismo e a esquizofrenia representam extrem...

