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Analisando os sobreviventes de câncer na infância Corumbá, Mato Grosso do Sul

Pesquisadores constataram que, o câncer na infância aumenta os riscos de problemas cardiovasculares. "A exposição à medicamentos chamados antraciclinas aumentam o risco relativo de insuficiência cardíaca", cita o autor. Confira os detalhes da pesquisa.

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Analisando os sobreviventes de câncer na infância

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14/01/2010

Câncer na infância aumenta os riscos de problemas cardiovasculares, aponta estudo

O estudo foi recentemente publicado no British Medical Journal

Os sobreviventes de câncer na infância e adolescência apresentam um risco consideravelmente maior de desenvolver doenças cardiovasculares, segundo estudo recentemente publicado no British Medical Journal. De acordo com os autores, os profissionais da saúde devem estar atentos para esse risco ao tratarem dessa crescente população.

No estudo, pesquisadores de diversos centros norte-americanos avaliaram a incidência e os riscos de insuficiência cardíaca congestiva, infarto agudo do miocárdio, doença pericárdica e anormalidades valvulares em 14.358 adultos que sobreviveram ao câncer – incluindo leucemia, câncer cerebral, linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin, câncer renal, neuroblastoma, sarcoma de tecidos moles ou câncer ósseo – na infância e adolescência, entre os anos de 1970 e 1986.

As análises indicaram que a chance de apresentar insuficiência cardíaca (HR 5,9), infarto (HR 5,0), doença pericárdica (HR 6,3) ou anormalidades valvulares (HR 4,8) foi significativamente maior nos sobreviventes de câncer do que em seus irmãos. A exposição à 250mg/m2 ou mais de medicamentos chamados antraciclinas aumentou o risco relativo de insuficiência cardíaca, doença pericárdica e anormalidades valvulares de duas a cinco vezes em comparação com os sobreviventes que não foram expostos à antraciclina. E a exposição cardíaca à radiação com 1500 centigray ou mais aumentou as chances de desenvolvimento de insuficiência cardíaca, infarto, doença pericárdica e anormalidades valvulares de duas a seis vezes em comparação com os sobreviventes não irradiados. Além disso, a incidência acumulada de eventos adversos cardíacos em sobreviventes do câncer continuou a aumentar até 30 anos após o diagnóstico.

Fonte: BMJ 2009;339:b4606


Autor:
Fonte: Bibliomed


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