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Analisando o aleitamento materno Rio Branco, Acre

A nutricionista Rosane Rito analisa as dificuldades do aleitamento materno. Ela justifica a importância do apoio social para a mãe. "A família mais próxima e as relações de trabalho são peças fundamentais dentro desse processo", ela diz.

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Analisando o aleitamento materno

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19/01/2010

Aleitamento materno

Apoio social é 'significativo' para amamentação, diz especialista

O pediatra Renato Lourenço, especialista em aleitamento materno, destaca que o apoio social é um fator condicionante muito significativo na implementação e manutenção da amamentação.

“A família mais próxima e as relações de trabalho são peças fundamentais dentro desse processo. Se eles existirem de forma satisfatória, ajudam a propiciar a amamentação pelo tempo preconizado pela Organização Mundial de Saúde”, disse.

A nutricionista Rosane Rito, da gerência de Programas de Saúde da Criança da prefeitura do Rio, explica que as mulheres cada vez mais conhecem a importância da amamentação, mas na hora que o processo se dá, na prática, muitos fatores contribuem para o desmame.

“Muita gente acredita que pode ter leite fraco ou que o leite não está saindo em quantidade suficiente e acaba dando uma mamadeira para acalmar o choro do bebê, que pode estar associado a outras causas”, disse.

Ela defende que a família participe do pré-natal para garantir suporte ideal na hora em que as dúvidas surgirem. Rosane informou que no município do Rio as maternidades e a maioria dos postos de saúde da rede pública disponibilizam orientações específicas sobre a amamentação, oferecendo, em muitos casos, cursos para gestantes que abordam essa questão.

A médica parteira Claudia Orthof lembra que além das iniciativas governamentais, existem grupos de apoio no âmbito da sociedade civil, como o que coordena, chamado Amigas do Peito. Há cerca de 30 anos, a organização não governamental presta auxílio a mães que tenham dificuldade de amamentar. Entre outras ações, o grupo promove reuniões periódicas em que há troca de experiências e orientações sobre a prática do aleitamento.

“Muitas mulheres acabam se sentindo culpadas por não conseguirem amamentar. Com isso, ficam mais ansiosas e o processo torna-se mais difícil. É preciso que elas entendam que a amamentação é um direito não só da criança, mas também seu”, destacou Claúdia.

Essa angústia foi experimentada pela dona de casa Martha Mesquisa, quando começou a amamentar sua filha mais velha, há cinco anos.

“O bico do meu seio rachou e eu me senti muito culpada porque sempre ouvi que eu tinha o dever de amamentar. Tive que procurar a ajuda de um grupo de mães que se reunia no posto de saúde próximo à minha casa”,...

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