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Analisando a incidência de problemas respiratórios em viagens São Gonçalo do Amarante RN

Conheça os fatores que desencadeiam a piora de problemas respiratórios. Entenda a relação do agravamento da bronquite e da asma após viagens longas de avião. O especialista em medicina aeroespacial Amaury Monteiro alerta sobre os riscos de piora de passageiros que viajam durante crises respiratórias.

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Analisando a incidência de problemas respiratórios em viagens

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03/09/2009

Você sabia que o ambiente de um avião altera o funcionamento do sistema respiratório?

Médicos fazem recomendações sobre o tema, relevante a todos que utilizam transporte aéreo

O ambiente de uma aeronave altera o funcionamento do sistema respiratório. Eles explicaram o que muda no organismo em altitude elevada e fizeram recomendações para viagens longas.

“A regra básica é: se estiver doente, não viaje”, afirma Amaury Monteiro Simoni, especialista em medicina aeroespacial e ex-coordenador do serviço de emergência médica do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas/SP. “Não importa o que você está sentindo. Varia de pessoa para pessoa. Se você não estiver se sentindo bem, se estiver com dor, febre ou com grande cansaço, não deve embarcar”, recomenda Simoni.

Embora aeronaves sejam pressurizadas, a pressão dentro da cabine durante o voo é mais baixa do que a do nível do mar. Em média, equivale à de uma montanha de 1,5 mil a 2,5 mil metros. É suportável, mas faz o organismo passar por um pequeno estresse. “A verdade é que o ser humano não foi fabricado para voar”, explica Simoni.

A principal mudança envolve o sistema respiratório – o que pode ter agravado o quadro de Jacqueline Ruas. “O ar na cabine tem menos oxigênio. Para compensar, o pulmão começa a trabalhar mais. A frequência respiratória acelera”, afirma o médico. Esse aumento é mínimo e não causa nenhum problema em pessoas saudáveis. Mas pode ser perigoso em casos como o da adolescente, em que os pulmões já estavam debilitados.

Quem tem problemas respiratórios, como bronquite e asma, precisa procurar tratamento antes de viajar, segundo o pneumologista João Marcos Salge, do Hospital das Clínicas de São Paulo "O ideal é que a pessoa adie a viagem e só embarque depois de se tratar, para controlar os sintomas e evitar crises", recomenda.

O coração acompanha o aumento na frequência respiratória, acelerando os batimentos cardíacos. “O coração tenta levar mais oxigênio mais rápido para as células”, diz Simoni.

Além disso, o ar seco (a umidade dentro da cabine fica abaixo dos 20%) complica casos de alergias e rinites. E as mudanças de altitude fazem os gases dentro de nosso organismo se expandirem. Isso causa desconforto abdominal e aquela sensação de ouvidos “tapados”.

Quem tem dores de ouvido recorrentes precisa procurar um médico antes de viajar, para receber o remédio adequado. Em casos graves, a mudança de altitude em pessoas sens&iacut...

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